Meu
pensamento, embaralhado pela bebida e ao mesmo tempo concentrado naqueles lábios
- tamanha concentração que piscar parecia que iria não me poupar dos lábios
perfeitamente carnudos por um milésimo de segundo, mas que tudo seria
destruído. Meu pensamento foi: Quero
foder com ela. Foder até que sobre forças apenas para puxar e soltar e puxar e
soltar e puxa e soltar o ar.
Peguei a seis entre seus pés - cheiro doce (vindo
dela, dela, do pé, vindo dela e de tudo ao seu redor). Levantei com a bola seis
na mão direita, ficando o mais próximo possível de seu rosto. Dobrando-me para
20 centímetros para baixo, enterrando meus dedos na sua cintura sussurrei algo
em seus ouvidos que jamais, por estar alterado ou por o universo estar
alterado, JAMAIS lembrarei. Serrilhei todo seu rosto macio com minha barba por
fazer, senti seus lábios carnudos aos meus, minha mão puxando seu corpo contra
o meu e as unhas sendo enterradas em sua cintura.
Mordidas, arranhões, apertos, suspiros, longos e...
Curtos suspiros.
Como se existisse nós dois - E de fato, naquele
universo, éramos os únicos - qualquer ser vivo próximo estava sentindo, estava
nos sentindo e nos proporcionando aquela energia, aquele cheiro, aquela vontade
- Como não? Sentia-me o próprio criador do universo.
Penetrei dentro dela inúmeras vezes, não lá no bar,
mas - Onde estávamos? Como chegamos? - em algum lugar qualquer. Não estava
vendo objetos ou nenhum lugar de apoio, apenas sentia e talvez, se não fosse
minha imaginação e excitação, vendo as cores brilhantemente fortes da energia
de nossa junção.
Continuava penetrando. Penetrando? Eu estava fodendo
com ela, como se eu nunca tivesse visto ou sabido o que era foder (fazer
amor?), como se eu nunca tivesse uma ereção na vida, como se usar meu pênis
para urinar era toda sua função. Mas ao vê-la. Não, ao sentir sua energia, foi
como se o instinto fosse liberado. EXPLODIU uma excitação, vontade, desespero,
desejo, de ter aquele corpo, de me ter dentro daquele corpo. De foder (transar?
trepar?).
Penetrei, entrei nela enquanto sentia sua respiração
em meus ouvidos, enquanto eu sussurrava palavras que jamais irei conseguir
pronunciar novamente. Senti seu doce desejo escorrendo nas minhas coxas por
três vezes. Cada vez que escorria o doce desejo por entre meu sexo, era como se
estivesse me alimentando - OH, claro, nesse universo seu desejo me alimenta...
seu desejo me alimenta...seu desejo aumenta meu desejo(desespero) por você.
Virei ela de costas, senti seu corpo quente, macio e
quente. Em circunstancias normais teria medo, receio de relar e me queimar. Lá,
aquilo, naquele universo, era normal. Segurei elai pela cintura, sua pele macia
e fervendo, e tive certeza que nas veias de seu corpo, corria lava de desejo,
desejo de ser domada, desejo de morrer após esgotar todas suas energias
com/para o universo. Segurando sua cintura - Largar significaria morte - eu a
montei. Sim, montei nela. E naquele momento eu fui, senão o criador, o Único no
universo, O Único. E enquanto a montava, enquanto a fodia como um animal, as mais
douradas energias eram espalhadas - Por onde? Oh, claro que pelo universo.
Poderoso Universo - para todos.
Sentia meu quadril agilmente indo e vindo indo e
vindo, contra seu quadril que oscilava. De cada lado da cintura surgia cinco
canais, escorrendo em direção ao umbigo. Quatro canais de puro sangue brotado
de onde meus dedos estavam fincados. O sangue escorria do umbigo e pingava...
Sua cintura oscilava... Meu quad... Tudo parou. Na mais possível lentidão, seus
cabelos caindo para o lado, ela olhando para trás nos meus olhos, sua boca na
mais perfeita "Oh", uivando um orgasmo. Saldando o nascimento do novo
universo. Ela uivava. Meu membro enterrado em seu sexo parecia nunca mais sair
de lá.
Fodemos como animais.
Fodemos muito mais que animais. Energia, poder, concentração, desejo... Nós
criamos um universo onde nós éramos os animais. Amor? Sexo? Transa? Nós fodemos
e nos amamos enquanto fodemos. Interprete como você quiser... a minha foda.
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Victor Berci tem 21 anos, mora em
Araquaria/SP, é fã de Stephen King, especialmente da série A Torre Negra e O
Iluminado, e administra o blogue Que Seja - www.queseja.com

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