quinta-feira, 23 de maio de 2013

Impulso - Linda e Santa

Minha vida sexual começou tarde comparada com as outras meninas da minha idade. Eu já tinha terminado o colegial há um ano e ainda era virgem, não que isso me incomodasse na época, em absoluto não incomodava, embora fosse bastante curiosa a respeito do tema. Minha melhor amiga, Santa, embora já tivesse transado com alguns caras, dizia que eu não precisava ter pressa, e eu não tinha. E, sim, o nome dela é Santa, mesmo. Santa Talhares.
Santa é mais velha que eu, e sempre fora precoce em tudo. Era divertida e aonde quer que fosse fazia amigos. Frequentava festas, era cortejada por todos os rapazes, já tinha beijado uma menina e, antes dos dezesseis anos, perdera a virgindade e experimentara algumas drogas. Santa era um exemplo ambulante de ironia. E, por falar em ironia, meu nome é Linda, Linda Maiakovski. Meus dentes separados na frente, minha magreza pálida e minhas sardas, nunca permitiram que meu nome fosse um adjetivo aplicável a mim mesma, mas cabia perfeitamente à Santa, ela era realmente linda. Eu? Bem, o que Santa tinha de linda, eu tinha de santa.
Alguns meses antes do meu aniversário de dezenove anos, Santa prometeu que me faria uma surpresa, e vindo dela, podia ser qualquer coisa. Não sabia ao certo o que esperar. Então não pensei muito naquilo, tentei rondá-la uma vez ou outra para ver se descobria alguma coisa sobre a misteriosa surpresa, mas nada, tive que esperar até o dia do meu aniversário.
   Naquela época eu namorava um rapaz e gostava dele. Igor era bonito, educado e nos dávamos muito bem, mas era um pouco certinho demais em relação ao sexo. Nunca tentava nada comigo. Ele dizia me respeitar, como se querer fazer sexo comigo fosse falta de respeito. Eu até considerava fofa a atitude dele, em nunca sequer deixar escapar a mão da minha cintura para a bunda, mas eu queria mais intimidade; que ele me tocasse; que passasse suas mãos nos meios seios; que beijasse minhas coxas. Certa vez, nós estávamos vendo um filme na casa dos pais dele, e notei algo duro nele. “Acidentalmente” coloquei minha mão sobre o seu pau, mas Igor ficou imóvel, como se estivesse preso em uma armadilha e pudesse perder a cabeça se fizesse o movimento errado. Poxa, nós namorávamos e desejar um pouco mais de intimidade não é errado, certo? Pra mim, respeito é não forçar a barra, ir com calma e não avançar quando a outra pessoa não quer. Desejar, querer fazer sexo, tentar, isso não é falta de respeito. Pelo menos eu acho que não. Sentir-se desejada é uma das melhores coisas para a autoestima de uma mulher. O mínimo que seu namorado pode fazer por você, é fazê-la sentir-se assim, especial, única. Naquela noite, como ele não fez nada, disse que estava com sono e subi para o quarto. Acabei me masturbando, fantasiando que ele entrava no quarto e me flagrava ali na cama. Ele trancaria a porta, subia na cama, e beijava minha coxa até chegar a minha boceta e me chupava até eu gozar. Mas ele ficou assistindo ao filme. Eu gozei sozinha e adormeci.  
Em outra ocasião dessas, eu sentia-me muito excitada e tínhamos marcado de sair, mas sabia que não ia rolar nada, que Igor não avançaria nem um milímetro do sinal, então resolvi me masturbar antes dele chegar. O prazer ao alcance das mãos, Santa concordava em tom de brincadeira quando eu reclamava de Igor.  E de alguma forma, sempre que eu me tocava, eu imaginava alguém me flagrando e me chupando, fazendo sexo oral em mim. Eu não fantasiava muito com o sexo em si. Nesse dia, Igor chegou um pouco mais cedo e eu ainda não tinha gozado, tive que parar antes de chegar ao clímax para abrir a porta da casa para ele. E sai do banheiro com uma ideia um tanto malvada em mente. Bom, na época me pareceu malvada.
Abri a porta e o cumprimentei com um beijo.
— Oi amor, você está vermelha – Igor disse após me beijar.
— Eu estava na cozinha, tentando fazer algo – menti.
— Fazendo o quê?
— Bem, você terá que adivinhar... Feche os olhos e abra a boca – pedi a ele.
Assim que Igor abriu um pouco a boca, de olhos fechados, coloquei os dois dedos que acaba de usar para me masturbar dentro da boca dele. Por impulso e se afastou.
— Igor! – briguei – Vamos, chupe meus dedos e tente adivinhar o que eu estava fazendo.
— Amor...
Encarei-o braba e ele cedeu sem reclamar. Coloquei os dedos dentro da boca de Igor novamente e ele os chupou como se estivessem lambuzados com algum doce. Aquilo me encheu de excitação novamente.
— O gosto é pouco amargo, você está cozinhando algo?
— Não, não estou – respondi seca.
— O que é?
— Nada. Espere um pouco, assista TV, eu já volto, preciso ir ao banheiro antes de sairmos.
Votei ao banheiro. Não desperdiçaria meu tesão.  Apoiei um pé sobre vaso e coloquei a mão por baixo do meu vestido, já estava sem calcinha e completamente molhada, só precisei enfiar meus dedos na minha xoxota e gozar. Nem me dei ao trabalho de fechar a porta ou abafar os gemidos. Se dependesse do meu namorado, eu morreria virgem.
Um dia antes do meu aniversário, Santa me chamou para ir até seu apartamento. Eu pretendia ir para o tudo ou nada com Igor na noite do dia seguinte, transaríamos ou terminaríamos nosso relacionamento. Ela sabia disso e me chamou com o pretexto de conversarmos a respeito. Era um grande passo pra mim, mas estava decidida.  
Cheguei ao apartamento de Santa por volta das oito da noite. Bati a porta.
— Já vai – ela gritou.
Esperei alguns minutos até que ela viesse atender. Pensei que estivesse no banho ou algo assim. Quando abriu a porta com um sorriso safado no rosto de quem aprontara algo. Vestia um pijama novo muito sensual. Quando entrei no minúsculo apartamento, era impossível ignorar. Havia uma caixa gigantesca embrulhada com papel de presente.
— Surpresa – Santa disse quando notou que eu olhava fixa para a caixa.
— Comprou uma geladeira pra mim? – disse sorrindo. 
Aquilo me pegou de surpresa, mesmo. Não sabia o que era o presente, mesmo assim, o tamanho me deixou impressionada, feliz e emocionada. Abracei Santa com força e dei-lhe um beijo no rosto.
— Obrigada, amiga, não sei o que aprontou, mas você é a melhor amiga de toda a vida – agradeci com lágrimas nos olhos.
— Eu sei – ela respondeu sorrindo – Agora vá lá e sente-se naquela poltrona antes de abrir o presente, vou pegar uma garrafa de vinho pra nós – e indicou a poltrona em frente à caixa.  
Minha curiosidade era imensa, mas resisti e fiquei olhando para o presente imaginando o que diabos Santa aprontara. Ela voltou da cozinha com um vinho e duas taças, e sentou-se no sofá ao lado da caixa.
— Pronta para abrir seu presente? – perguntou com um riso escondido.
— Sim – respondi desconfiada sem me levantar.
Santa pegou um controle remoto do aparelho de som e o colocou para tocar. Uma música animada e sensual. Antes que eu pudesse perguntar o que ela queria com aquela música, o papel de presente se rasgou. Tomei um susto. Da caixa saiu um homem vestido de marinheiro. Bom, ele tinha um chapéu de marinheiro, uma cueca box de marinheiro, e um babador de marinheiro cobrindo seu peito. Seu corpo era atlético e musculoso.  Levei as mãos ao rosto imediatamente. Vermelha de vergonha.
— Senhoritas, soube que há uma aspirante a marinheira aqui que quer aprender a lidar com mastros – disse o striper para mim.
Eu fiquei imóvel.
— Seria essa a linda marinheira– continuou, chegando bem perto de mim.
Estava tão nervosa que nem consegui me concentrar nele. Olhei para Santa que estava rindo e batendo palmas. Quando ela notou que eu estava nervosa, baixou o volume do som.
— Calma aí, tigrão – Santa disse para o striper –, a Linda precisa respirar se não vai ter um enfarto.
Ele se afastou um pouco, mas continuou dançando e olhando para mim. Santa se agachou ao meu lado.
— Linda, relaxa, ok? O tigrão aí é todo pra você. Ele não vai tocá-la se você não quiser, e você pode fazer o que quiser. Apenas aproveite e não tenha vergonha. Respira fundo, vai.
Eu respirei.
— Só não estava esperando isso – respondi mais calma.
— Só relaxe e lembre-se: ele é seu. O que o Igor não faz por você, ele está aqui para realizar. Pense nisso como um aprendizado para amanhã, caso vocês finalmente façam sexo. Uma aula de anatomia masculina. Aqui ó, tome um pouco de vinho.
Virei a taça num só gole e respirei fundo, entregando a taça vazia para Santa.
— Essa é minha menina – disse ela e me beijou no rosto – Aproveite.
Fiquei mais relaxada. Passada a surpresa, pude notar o quanto o “tigrão” era bonito. Seus olhos de um profundo azul, sua barba cerrada, seus braços e pernas musculosas, seu peito e abdômen definidos, e seu pau... o pau dele era grande e grosso, dava pra ver só pelo contorno na cueca quase transparente.
O Tigrão ficou dançando a minha frente, mas não me tocou.
— Marinheira, esta pronta para aprender a trabalhar com um mastro grosso e grande?
Eu ri. Mas entrei na brincadeira.
— Sim, estou - respondi sem consegui tirar os olhos daquele grande mastro que o Tigrão carregava dentro da cueca.
—Então, senhorita, içar velas – ele disse erguendo os braços acima da cabeça.
Eu olhei para Santa um pouco confusa e ela fez um gesto com as mãos para que eu baixasse a cueca dele.
Quando eu o toquei, senti minha parte intimas esquentarem. Segurei pelas laterais da cueca e comecei a baixá-la devagar, aproveitando cada milímetro. Meu rosto estava a altura do pau dele e eu tinha uma visão privilegiada de tudo. Quando o pau dele saltou para fora, quase atingiu meu rosto. Era maior do que eu imaginava. Ele se encarregou de tirar o resto e ficar completamente pelado.
— Senhorita marinheira – ele disse com uma voz autoritária – A senhorita não pode aprender a manejar um mastro sem por a mão na massa.
Eu ainda me sentia um pouco inibida, mas toquei o pau dele. Segurei com delicadeza. Era firme e conseguia sentir suas veias e o pulsar. Fiz movimentos singelos para cima e para baixo masturbando-o. Era tão gostoso. Segurei com ambas as mãos. Queria colocá-lo na boca, sentir seu gosto. Tinha vontade de mordê-lo de tão gostoso que parecia.
Santa pareceu ler meu pensamento, e veio até a poltrona. Segurava um lata de chantili.
— Vamos deixar isso ainda mais emocionante – disse ela – Tigrão, empreste seu mastro.
Eu soltei-o e ele se virou para Santa, que despejou um monte chantili sobre a barriga e o pau do Tigrão.
— Feliz aniversário – disse pra mim – Hora de comer o bolo.
Eu fiquei envergonhada e com medo. Meu estômago revirava. Estava com muito excitada, mas a vergonha era maior.
— Não sei, Santa...
— Não seja boba, estou aqui. Se não quiser aproveitar, eu aproveito.
— Talvez você devesse mesmo... Estou adorando, mas...
— Olha, Linda, eu vou fazer para te mostrar, mas você tem que me prometer que vai aproveitar seu presente ao máximo.
Eu pensei um pouco a respeito. Eu queria aproveitar o Tigrão, e como eu queria. Se Santa tomasse a frente, eu me sentiria mais confiante. E foi o que ela fez. Sem qualquer pudor, passou a língua no mastro dele e depois o enfiou na boca. Começou a chupar a cabeça do pau enquanto o masturbava com um das mãos. A outra levou até dentro de seu pijama e masturbou a si mesma. Aquilo me encheu de tesão. Eu queria o meu presente mais do que nunca. Santa parou de chupar o pau do Tigrão e olhou pra mim.
— Sua vez, Linda.
Colocou mais chantili. Primeiro eu passei a língua sentindo o gosto doce. Fechei os olhos e imaginei que era um doce, apenas e comecei a chupá-lo. Enfiei na boca o máximo que pude, o que não era muito dado o tamanho.  Era muito gostoso. Senti raiva do meu namorado naquele momento.
Num impulso, eu tirei minhas calças, queria me masturbar enquanto chupava o pau do Tigrão. Santa achou o máximo e me incentivou. Ajudou-me a tirar toda a roupa. Quando dei por mim, estava pelada. Voltei a chupar o pau dele, enquanto me masturbava. Santa ficou observando, não interferiu, mas estava se tocando no sofá, não chegava a ser uma masturbação, mas era quase.
Só tinha uma coisa que eu desejava naquele momento. Parei de chupá-lo e me levantei. Toquei seu peito definido e musculoso, e acariciei seu rosto.
— Algum pedido especial, marinheira?
— Sim – respondi em êxtase – Quero que você me chupe. Quero que me faça gozar...
Sentei na poltrona. Ele me pegou pelas pernas fazendo-me quase deitar nela, deixando minha boceta exposta para ele. Mergulhou com desejo, e me chupou. Enfiava sua língua e chupava com delicadeza e ao mesmo tempo firme. Apoiei minhas pernas sobre os ombros do Tigrão, enquanto ele me chupava. Sua barba roçava na minha virilha e aquilo me deixou ainda mais excitada.  Ele sabia exatamente onde tocar, onde chupar. Quando enfiou um dedo, eu gozei. Era demais pra mim. Empurrei a cabeça dele e ele parou imediatamente. Desabei no sofá, exausta e relaxada. Meu corpo estava inteiro dormente de prazer, e um sorriso estampado no rosto.
— Você nunca me disse que era tão bom, Santa – eu lamentei.
— Tudo tem sua hora, Linda – ela respondeu rindo – Pegue, tome mais vinho, temos a noite inteira pela frente. Agora me deixe brincar um pouco com seu presente, não seja egoísta.
— Só guarde um pouco pra mim, ok, Santa? – eu respondi rindo.
Estava decidida, não perderia minha virgindade para o Igor, no outro dia, quando nos encontrássemos terminaria o namoro. Arrumaria um namorado que me desejasse como mulher, não um simples amigo. A vida é muito curta para não aproveitar os prazeres a dois. 

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