Minha vida sexual começou tarde
comparada com as outras meninas da minha idade. Eu já tinha terminado o
colegial há um ano e ainda era virgem, não que isso me incomodasse na época, em
absoluto não incomodava, embora fosse bastante curiosa a respeito do tema. Minha
melhor amiga, Santa, embora já tivesse transado com alguns caras, dizia que eu
não precisava ter pressa, e eu não tinha. E, sim, o nome dela é Santa, mesmo.
Santa Talhares.
Santa é mais velha que
eu, e sempre fora precoce em tudo. Era divertida e aonde quer que fosse fazia
amigos. Frequentava festas, era cortejada por todos os rapazes, já tinha
beijado uma menina e, antes dos dezesseis anos, perdera a virgindade e
experimentara algumas drogas. Santa era um exemplo ambulante de ironia. E, por
falar em ironia, meu nome é Linda, Linda Maiakovski. Meus dentes separados na
frente, minha magreza pálida e minhas sardas, nunca permitiram que meu nome
fosse um adjetivo aplicável a mim mesma, mas cabia perfeitamente à Santa, ela
era realmente linda. Eu? Bem, o que Santa tinha de linda, eu tinha de santa.
Alguns meses antes do
meu aniversário de dezenove anos, Santa prometeu que me faria uma surpresa, e
vindo dela, podia ser qualquer coisa. Não sabia ao certo o que esperar. Então
não pensei muito naquilo, tentei rondá-la uma vez ou outra para ver se
descobria alguma coisa sobre a misteriosa surpresa, mas nada, tive que esperar
até o dia do meu aniversário.
Naquela época eu namorava um rapaz e gostava
dele. Igor era bonito, educado e nos dávamos muito bem, mas era um pouco
certinho demais em relação ao sexo. Nunca tentava nada comigo. Ele dizia me
respeitar, como se querer fazer sexo comigo fosse falta de respeito. Eu até
considerava fofa a atitude dele, em nunca sequer deixar escapar a mão da minha
cintura para a bunda, mas eu queria mais intimidade; que ele me tocasse; que
passasse suas mãos nos meios seios; que beijasse minhas coxas. Certa vez, nós
estávamos vendo um filme na casa dos pais dele, e notei algo duro nele. “Acidentalmente”
coloquei minha mão sobre o seu pau, mas Igor ficou imóvel, como se estivesse
preso em uma armadilha e pudesse perder a cabeça se fizesse o movimento errado.
Poxa, nós namorávamos e desejar um pouco mais de intimidade não é errado,
certo? Pra mim, respeito é não forçar a barra, ir com calma e não avançar
quando a outra pessoa não quer. Desejar, querer fazer sexo, tentar, isso não é
falta de respeito. Pelo menos eu acho que não. Sentir-se desejada é uma das
melhores coisas para a autoestima de uma mulher. O mínimo que seu namorado pode
fazer por você, é fazê-la sentir-se assim, especial, única. Naquela noite, como
ele não fez nada, disse que estava com sono e subi para o quarto. Acabei me
masturbando, fantasiando que ele entrava no quarto e me flagrava ali na cama.
Ele trancaria a porta, subia na cama, e beijava minha coxa até chegar a minha
boceta e me chupava até eu gozar. Mas ele ficou assistindo ao filme. Eu gozei
sozinha e adormeci.
Em outra ocasião
dessas, eu sentia-me muito excitada e tínhamos marcado de sair, mas sabia que
não ia rolar nada, que Igor não avançaria nem um milímetro do sinal, então
resolvi me masturbar antes dele chegar. O
prazer ao alcance das mãos, Santa concordava em tom de brincadeira quando
eu reclamava de Igor. E de alguma forma,
sempre que eu me tocava, eu imaginava alguém me flagrando e me chupando,
fazendo sexo oral em mim. Eu não fantasiava muito com o sexo em si. Nesse dia,
Igor chegou um pouco mais cedo e eu ainda não tinha gozado, tive que parar
antes de chegar ao clímax para abrir a porta da casa para ele. E sai do
banheiro com uma ideia um tanto malvada em mente. Bom, na época me pareceu
malvada.
Abri a porta e o
cumprimentei com um beijo.
— Oi amor, você está
vermelha – Igor disse após me beijar.
— Eu estava na cozinha,
tentando fazer algo – menti.
— Fazendo o quê?
— Bem, você terá que
adivinhar... Feche os olhos e abra a boca – pedi a ele.
Assim que Igor abriu um
pouco a boca, de olhos fechados, coloquei os dois dedos que acaba de usar para
me masturbar dentro da boca dele. Por impulso e se afastou.
— Igor! – briguei –
Vamos, chupe meus dedos e tente adivinhar o que eu estava fazendo.
— Amor...
Encarei-o braba e ele
cedeu sem reclamar. Coloquei os dedos dentro da boca de Igor novamente e ele os
chupou como se estivessem lambuzados com algum doce. Aquilo me encheu de excitação
novamente.
— O gosto é pouco
amargo, você está cozinhando algo?
— Não, não estou –
respondi seca.
— O que é?
— Nada. Espere um
pouco, assista TV, eu já volto, preciso ir ao banheiro antes de sairmos.
Votei ao banheiro. Não
desperdiçaria meu tesão. Apoiei um pé sobre
vaso e coloquei a mão por baixo do meu vestido, já estava sem calcinha e
completamente molhada, só precisei enfiar meus dedos na minha xoxota e gozar.
Nem me dei ao trabalho de fechar a porta ou abafar os gemidos. Se dependesse do
meu namorado, eu morreria virgem.
Um dia antes do meu
aniversário, Santa me chamou para ir até seu apartamento. Eu pretendia ir para
o tudo ou nada com Igor na noite do dia seguinte, transaríamos ou terminaríamos
nosso relacionamento. Ela sabia disso e me chamou com o pretexto de
conversarmos a respeito. Era um grande passo pra mim, mas estava decidida.
Cheguei ao apartamento
de Santa por volta das oito da noite. Bati a porta.
— Já vai – ela gritou.
Esperei alguns minutos
até que ela viesse atender. Pensei que estivesse no banho ou algo assim. Quando
abriu a porta com um sorriso safado no rosto de quem aprontara algo. Vestia um
pijama novo muito sensual. Quando entrei no minúsculo apartamento, era
impossível ignorar. Havia uma caixa gigantesca embrulhada com papel de
presente.
— Surpresa – Santa
disse quando notou que eu olhava fixa para a caixa.
— Comprou uma geladeira
pra mim? – disse sorrindo.
Aquilo me pegou de
surpresa, mesmo. Não sabia o que era o presente, mesmo assim, o tamanho me
deixou impressionada, feliz e emocionada. Abracei Santa com força e dei-lhe um
beijo no rosto.
— Obrigada, amiga, não
sei o que aprontou, mas você é a melhor amiga de toda a vida – agradeci com
lágrimas nos olhos.
— Eu sei – ela
respondeu sorrindo – Agora vá lá e sente-se naquela poltrona antes de abrir o presente,
vou pegar uma garrafa de vinho pra nós – e indicou a poltrona em frente à
caixa.
Minha curiosidade era
imensa, mas resisti e fiquei olhando para o presente imaginando o que diabos
Santa aprontara. Ela voltou da cozinha com um vinho e duas taças, e sentou-se
no sofá ao lado da caixa.
— Pronta para abrir seu
presente? – perguntou com um riso escondido.
— Sim – respondi
desconfiada sem me levantar.
Santa pegou um controle
remoto do aparelho de som e o colocou para tocar. Uma música animada e sensual.
Antes que eu pudesse perguntar o que ela queria com aquela música, o papel de
presente se rasgou. Tomei um susto. Da caixa saiu um homem vestido de
marinheiro. Bom, ele tinha um chapéu de marinheiro, uma cueca box de marinheiro, e um babador de
marinheiro cobrindo seu peito. Seu corpo era atlético e musculoso. Levei as mãos ao rosto imediatamente.
Vermelha de vergonha.
— Senhoritas, soube que
há uma aspirante a marinheira aqui que quer aprender a lidar com mastros –
disse o striper para mim.
Eu fiquei imóvel.
— Seria essa a linda marinheira–
continuou, chegando bem perto de mim.
Estava tão nervosa que
nem consegui me concentrar nele. Olhei para Santa que estava rindo e batendo
palmas. Quando ela notou que eu estava nervosa, baixou o volume do som.
— Calma aí, tigrão –
Santa disse para o striper –, a Linda
precisa respirar se não vai ter um enfarto.
Ele se afastou um
pouco, mas continuou dançando e olhando para mim. Santa se agachou ao meu lado.
— Linda, relaxa, ok? O
tigrão aí é todo pra você. Ele não vai tocá-la se você não quiser, e você pode
fazer o que quiser. Apenas aproveite e não tenha vergonha. Respira fundo, vai.
Eu respirei.
— Só não estava
esperando isso – respondi mais calma.
— Só relaxe e lembre-se:
ele é seu. O que o Igor não faz por você, ele está aqui para realizar. Pense
nisso como um aprendizado para amanhã, caso vocês finalmente façam sexo. Uma
aula de anatomia masculina. Aqui ó, tome um pouco de vinho.
Virei a taça num só
gole e respirei fundo, entregando a taça vazia para Santa.
— Essa é minha menina –
disse ela e me beijou no rosto – Aproveite.
Fiquei mais relaxada.
Passada a surpresa, pude notar o quanto o “tigrão” era bonito. Seus olhos de um
profundo azul, sua barba cerrada, seus braços e pernas musculosas, seu peito e
abdômen definidos, e seu pau... o pau dele era grande e grosso, dava pra ver só
pelo contorno na cueca quase transparente.
O Tigrão ficou dançando
a minha frente, mas não me tocou.
— Marinheira, esta
pronta para aprender a trabalhar com um mastro grosso e grande?
Eu ri. Mas entrei na
brincadeira.
— Sim, estou - respondi
sem consegui tirar os olhos daquele grande mastro que o Tigrão carregava dentro
da cueca.
—Então, senhorita, içar
velas – ele disse erguendo os braços acima da cabeça.
Eu olhei para Santa um
pouco confusa e ela fez um gesto com as mãos para que eu baixasse a cueca dele.
Quando eu o toquei,
senti minha parte intimas esquentarem. Segurei pelas laterais da cueca e
comecei a baixá-la devagar, aproveitando cada milímetro. Meu rosto estava a
altura do pau dele e eu tinha uma visão privilegiada de tudo. Quando o pau dele
saltou para fora, quase atingiu meu rosto. Era maior do que eu imaginava. Ele
se encarregou de tirar o resto e ficar completamente pelado.
— Senhorita marinheira
– ele disse com uma voz autoritária – A senhorita não pode aprender a manejar
um mastro sem por a mão na massa.
Eu ainda me sentia um
pouco inibida, mas toquei o pau dele. Segurei com delicadeza. Era firme e
conseguia sentir suas veias e o pulsar. Fiz movimentos singelos para cima e
para baixo masturbando-o. Era tão gostoso. Segurei com ambas as mãos. Queria
colocá-lo na boca, sentir seu gosto. Tinha vontade de mordê-lo de tão gostoso
que parecia.
Santa pareceu ler meu
pensamento, e veio até a poltrona. Segurava um lata de chantili.
— Vamos deixar isso
ainda mais emocionante – disse ela – Tigrão, empreste seu mastro.
Eu soltei-o e ele se
virou para Santa, que despejou um monte chantili sobre a barriga e o pau do
Tigrão.
— Feliz aniversário –
disse pra mim – Hora de comer o bolo.
Eu fiquei envergonhada
e com medo. Meu estômago revirava. Estava com muito excitada, mas a vergonha
era maior.
— Não sei, Santa...
— Não seja boba, estou
aqui. Se não quiser aproveitar, eu aproveito.
— Talvez você devesse
mesmo... Estou adorando, mas...
— Olha, Linda, eu vou
fazer para te mostrar, mas você tem que me prometer que vai aproveitar seu
presente ao máximo.
Eu pensei um pouco a
respeito. Eu queria aproveitar o Tigrão, e como eu queria. Se Santa tomasse a
frente, eu me sentiria mais confiante. E foi o que ela fez. Sem qualquer pudor,
passou a língua no mastro dele e depois o enfiou na boca. Começou a chupar a
cabeça do pau enquanto o masturbava com um das mãos. A outra levou até dentro
de seu pijama e masturbou a si mesma. Aquilo me encheu de tesão. Eu queria o
meu presente mais do que nunca. Santa parou de chupar o pau do Tigrão e olhou
pra mim.
— Sua vez, Linda.
Colocou mais chantili.
Primeiro eu passei a língua sentindo o gosto doce. Fechei os olhos e imaginei
que era um doce, apenas e comecei a chupá-lo. Enfiei na boca o máximo que pude,
o que não era muito dado o tamanho. Era
muito gostoso. Senti raiva do meu namorado naquele momento.
Num impulso, eu tirei minhas
calças, queria me masturbar enquanto chupava o pau do Tigrão. Santa achou o
máximo e me incentivou. Ajudou-me a tirar toda a roupa. Quando dei por mim,
estava pelada. Voltei a chupar o pau dele, enquanto me masturbava. Santa ficou
observando, não interferiu, mas estava se tocando no sofá, não chegava a ser
uma masturbação, mas era quase.
Só tinha uma coisa que
eu desejava naquele momento. Parei de chupá-lo e me levantei. Toquei seu peito
definido e musculoso, e acariciei seu rosto.
— Algum pedido especial,
marinheira?
— Sim – respondi em
êxtase – Quero que você me chupe. Quero que me faça gozar...
Sentei na poltrona. Ele
me pegou pelas pernas fazendo-me quase deitar nela, deixando minha boceta
exposta para ele. Mergulhou com desejo, e me chupou. Enfiava sua língua e
chupava com delicadeza e ao mesmo tempo firme. Apoiei minhas pernas sobre os
ombros do Tigrão, enquanto ele me chupava. Sua barba roçava na minha virilha e
aquilo me deixou ainda mais excitada.
Ele sabia exatamente onde tocar, onde chupar. Quando enfiou um dedo, eu
gozei. Era demais pra mim. Empurrei a cabeça dele e ele parou imediatamente.
Desabei no sofá, exausta e relaxada. Meu corpo estava inteiro dormente de
prazer, e um sorriso estampado no rosto.
— Você nunca me disse
que era tão bom, Santa – eu lamentei.
— Tudo tem sua hora,
Linda – ela respondeu rindo – Pegue, tome mais vinho, temos a noite inteira
pela frente. Agora me deixe brincar um pouco com seu presente, não seja
egoísta.
— Só guarde um pouco
pra mim, ok, Santa? – eu respondi rindo.
Estava decidida, não
perderia minha virgindade para o Igor, no outro dia, quando nos encontrássemos
terminaria o namoro. Arrumaria um namorado que me desejasse como mulher, não um
simples amigo. A vida é muito curta para não aproveitar os prazeres a dois.

Nenhum comentário:
Postar um comentário